Papo de Autor entrevista João Victor Teixeira

O Papo de Autor entrevista quis saber um pouco mais sobre o vencedor do Curtos & Fantásticos. Confira a entrevista!

 

Fale um pouco sobre você. De onde é? Qual é a sua formação? Qual gênero escreve?

Sou um carioca formado em Matemática pela UERJ e mesmo sendo de exatas eu sempre fui um amante da leitura. Meu gênero predileto é a ficção científica, mas eu gosto de ler de tudo e isso se reflete nos meus contos, pois cada um deles possui um gênero diferente: “Uma Noite Em New River” é uma mistura de ficção científica com investigação noir, “Quatro Mulheres Na Lua Cheia” é uma fantasia urbana com elementos do nosso folclore e “Satélite 616” é um conto de ação misturado com ficção científica.

Como você desenvolveu o amor pela literatura?

Me lembro que comecei a ler quadrinhos na época da escola, nos anos iniciais, pois havia uma gibiteca na minha sala de aula. Já a paixão por livros começou graças ao cinema, quando Senhor dos Anéis e Harry Potter foram lançados. Por causa desses filmes eu comprei O Hobbit e Harry Potter e a Câmara Secreta, esses dois livros me fizeram perceber o quão fantástico o mundo da leitura poderia ser.

 

Quando decidiu se dedicar à escrita? Quais fatores contribuíram ou dificultaram sua estreia literária?

Sempre escrevi, mas só fui tomar coragem de mostrar um texto para alguém na época da faculdade, quando passei a imprimir e emprestar para amigos. Eles gostavam do que liam e eu resolvi montar um blog para publicar minhas histórias, isso foi entre 2009 e 2012. Como eu não tinha muito retorno de leitores e com a correria da faculdade e do trabalho, acabei desativando o blog em 2012. O tempo passou, sempre esboçava algumas histórias no papel, mas não voltava a escrever de fato, até receber uma mensagem de uma amiga da faculdade dizendo que encontrou um conhecido dela e ele citou o meu antigo blog, se lamentando por não saber como acabava uma das histórias que ficou sem conclusão quando eu decidi parar. O fato de ter descoberto alguém de fora do meu círculo de amizade que tenha lido uma história minha me animou a voltar a escrever. Isso aconteceu justamente no ano que eu conheci diversos autores nacionais em eventos que fui, o que me deu mais gás ainda. Nesse retorno eu tentei participar de concursos de contos, mas além de não ganhar não obtive nenhum retorno por parte da organização do concurso, o que não ajudava para descobrir onde estava errando, isso dificultou muito o meu crescimento como escritor, mas em compensação eu acho que serviu para melhorar a minha autocrítica. Decidi então me autopublicar e usar as críticas dos leitores para saber onde estava acertando e onde estava errando.

 

Além de escritor, você tem outra ocupação? Como você diria que essa ocupação contribui para o enriquecimento da sua carreira como escritor?

Sou professor da disciplina que as pessoas mais amam odiar, a Matemática, e isso me ajuda pois eu conheço muitas pessoas durante o ano, por consequência tenho contato com muitas histórias de vida diferentes. Eu posso usar as situações e as emoções que os alunos e pais me relatam como base para personagens das minhas histórias.

 

De onde surgiu a ideia para seu livro mais recente? Sobre o que ele fala?

Atualmente estou trabalhando em duas obras. O conto “Carnaval Sangrento” é uma fantasia urbana se passando na década de 1940, baseado nas histórias da juventude da minha avó no interior de Minas, mas adicionando elementos do folclore para justificar alguns eventos que ela me relatava (como querer fugir de casa com o palhaço do circo que estava na cidade). Já em “A saga de Tex Mifune” (nome provisório) a história surgiu da vontade de misturar diversos temas que eu adoro como velho oeste, samurais, heróis de capa e espada, a Londres vitoriana e muito mais. É uma loucura que estou gostando muito do resultado, o desafio de criar um universo coeso com todos esses elementos funcionando e fazendo sentido é bem divertido.

 

De onde surgiu a ideia para o seu conto enviado para a antologia do Diário de Escrita?

Eu adoro filmes da década de 1980, principalmente aqueles que reprisavam sempre na Sessão da Tarde e no Cinema em Casa durante a minha infância e adolescência. As loucuras desses filmes sem sentido sempre me fascinaram. Um deles era “Os Aventureiros do Bairro Proibido”, onde um caminhoneiro vai parar no meio de chinatown e lá se envolve com deuses antigos, feiticeiros, ninjas e mais maluquices.  Eu ponderei se tinha como fazer algo doido assim, mas se passando num cenário conhecido para mim, por isso o conto se passa no Rio de Janeiro.

 

Para encerrar, onde encontramos você e o seu trabalho na internet?

Meus contos podem ser encontrado na Amazon pelo link https://www.amazon.com.br/s?i=digital-text&rh=p_27%3AJ.+V.+Teixeira&s=relevancerank&text=J.+V.+Teixeira&ref=dp_byline_sr_ebooks_1

Também estou no Instagram como @autorjvteixeira

 

Autor(a): Waldir L. Santos

Sou engenheiro eletricista, mas meu viés técnico acaba depois das 8 horas diárias de trabalho. Aficionado por terror, participei de algumas antologias com contos nesse perfil e fui finalista do Curtos & Fantásticos. Atualmente, estou na fase final da edição do meu Livro "Flor de Sangue" e com o projeto "Terrores cotidianos" que conta - em micro contos - nossos medos diários, de uma maneira aterrorizante.

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