Papo de Autor Entrevista Luiz Calmon

Hoje a entrevista é com o Luiz Calmon. Conheça um pouco mais sobre a vida dele.

Fale um pouco sobre você. De onde é? Qual é a sua formação? Qual gênero escreve?

Olá, eu me chamo Luiz e sou nascido e criado em Salvador, Bahia. Ainda tenho trinta e seis anos, mas como sou Ariano torto, nascido em primeiro de Abril, jajá essa idade me abandona pra uma nova surgir no horizonte por mais trezentos e sessenta e cinco dias. Sou Técnico em Edificações, mesmo não atuando na área no momento; futuramente Engenheiro Civil, assim que conseguir escrever meu TCC.  Meu gênero favorito é Fantasia. Amo planejar, escrever e fazer parte de histórias fantásticas, mas isso não limita o que leio e escrevo, só engrandece. Sou autor de pequenos textos que são guiados pelos meus momentos e venho disparando eles nas minhas redes sociais de tempos em tempos. Logo, todos eles estarão no Wattpad.

 

Como você desenvolveu o amor pela literatura?

Nossa! Muito tempo atrás… Minha mãe sempre foi fissurada por leitura. Eu devia ter de nove pra dez anos quando lembro de tê-la escutado falando sobre Miss Marple e Hercule Poirot. Então ela foi minha primeira incentivadora. Meu pai sempre lia histórias bíblicas pra mim e pra meu irmão. E isso me fez desejar ler. Com a mesma idade já lia os gibis da Turma da Mônica, e alguns livros didáticos da escola, mas a verdadeira paixão veio quando minha mãe conheceu uma senhora que morava na mesma rua que a gente. Ela levava cães pra minha mãe cuidar (Sim, minha velha é Médica Veterinária, embora hoje não atue mais na área) e quando descobriu que eu adorava ler, me presenteou com o Rapto do Menino Dourado e a Ilha Perdida, da série Vagalume. E ela continuou me dando vários livros até que eu me deparei com Desculpe a nossa falha, do Ricardo Ramos. Esse livro ampliou minha visão pra outras obras e a partir dele comecei a devorar tudo o que meus pais  permitiam e compravam pra mim. Que ia de:  “A bailarina da Cecília Meireles”  às  “Aventuras de Xisto” (Não deixaram eu ler O Escaravelho do Diabo a época).

 

Quando decidiu se dedicar à escrita? Quais fatores contribuíram ou dificultaram sua estreia literária?

Foi um pouco antes de começar o Diário de Escrita… Creio que em Agosto.  Como citei lá em cima, eu sempre lançava meus pequenos textos nos murais das minhas redes sociais, mas como eram desabafos eu não via potencial nenhum neles. Até que um grupo de amigos começou a me incentivar a continuar escrevendo. Mas foi com o Diário que veio a minha maior época de regularidade na escrita. Mesmo escrevendo pouquinho, de mil a duas mil palavras por semana, eu tenho desenvolvido muita coisa legal. Inclusive dado andamento no projeto do meu primeiro livro. O fato de me encontrar desempregado no momento,  tem ajudado no fator Tempo disponível, o que é muito bom. Mas isso também trás consequências negativas, porque o desejo em voltar ao mercado de trabalho e deixar de ser freelancer as vezes gera Stress, e as preocupações tomam o lugar das idéias. Deixar o conto da minha estréia no ponto pra ser enviado pra avaliação deu um trabalho enorme. Primeira vez escrevendo com um limite de palavras, filtrar as idéias, dar nome… Tudo isso enquanto fazia entrevistas e consultorias me deixavam muito cansado. Pensei em desistir de entregar várias vezes. Mas ainda bem que não fiz né?

 

Além de escritor, você tem outra ocupação? Como você diria que essa ocupação contribui para o enriquecimento da sua carreira como escritor?

É legal ser chamado de escritor; espero continuar contribuindo com coisas legais pra nossa literatura. Eu sou Técnico em Edificações; mas hoje em dia trabalho fazendo serviços de consultoria quando sou requisitado. Faço vistoria de apartamentos recém construídos, pra verificar se tudo está certo pro momento da entrega ao proprietário.  Esse tipo de serviço permite que eu sempre atualize minhas leituras, que é o que me dá forças pra continuar escrevendo. Ler faz com quem eu enriqueça meu vocabulário e abre novas portas pro que eu coloco no papel sob minha autoria. Além disso, narro RPG nas horas vagas, e isso me permite continuar criando e participando de aventuras fantásticas.

 

De onde surgiu a ideia para seu livro mais recente? Sobre o que ele fala?

 

Ainda não tenho nenhum livro publicado, mas estou trabalhando num projeto e espero que ele se solidifique até Março. A ideia surgiu a muito tempo atrás, enquanto eu ainda era moleque e fazia bonecos de papel pra brincar com meu irmão, e assistia Um Conto Americano.  É, aquele do ratinho chamado Fievel! Essa ideia foi amadurecendo junto comigo e com as coisas que eu vinha lendo e assistindo. Espero conseguir levar esse projeto até o fim, já que é minha próxima meta no Diário de Escrita.

 

De onde surgiu a ideia para o seu conto enviado para a antologia do Diário de Escrita?

São muitas inspirações. Principalmente as que vieram de parte do mundo de Tormenta. Meus jogadores/amigos querem começar um grupo de aventureiros em Arton na nossa próxima mesa e então eu estava me preparando. Então tirei alguns elementos da trama que envolve o conto, desse universo. Mas não só isso… Fragmentos da narração fazem alusão a um dos Reinos de Arton. Mas a idéia direta do conto veio da construção do personagem principal. Personagem esse que faria parte de uma mesa que acabou não acontecendo, mas dar vida a ele, através desse conto, foi muito bom. Cada detalhezinho sobre ele e sua vida, me fazem vibrar. Espero que quem leia, acabe gostando tanto quanto eu.

 

Autor(a): Waldir L. Santos

Sou engenheiro eletricista, mas meu viés técnico acaba depois das 8 horas diárias de trabalho. Aficionado por terror, participei de algumas antologias com contos nesse perfil e fui finalista do Curtos & Fantásticos. Atualmente, estou na fase final da edição do meu Livro "Flor de Sangue" e com o projeto "Terrores cotidianos" que conta - em micro contos - nossos medos diários, de uma maneira aterrorizante.

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