Papo de Autor entrevista Rodrick MarsMoon

O Papo de Autor entrevista quis saber um pouco mais sobre o autor Rodrigo Marimoon. Confirma a entrevista!

 

Conte um pouco de sua vida para nós. De onde você é? Qual é a sua formação? Qual gênero escreve?

Sou do Rio de Janeiro, embora eu esteja levemente ansioso para morar em outro lugar, mais calmo e inspirador, em que eu possa ouvir Epica, In This Moment e composições do Hans Zimmer o dia inteiro enquanto escrevo.

Para falar a verdade, não tenho lá uma formação. Ainda. Pretendo fazer faculdade, mas apenas quando eu estiver terminando o meu terceiro livro, que será tanto um “divisor de águas” para a história quanto um ponto que gosto de descrever como “a parte complicada já passou, agora vamos para a Guerra Civil, que o Ultimato está logo a frente” para a história que estou contando.

Escrevo mistérios e suspenses dentro de uma mesma história, de forma em que, no final, tudo acaba se encaixando de um jeito ou de outro.

 

Além de escritor, você tem outra profissão? Quando você escreve? Sua profissão influencia de alguma maneira seus textos?

Na verdade, larguei tudo para escrever. Terminei um curso que eu estava fazendo só pelo fato de eu não gostar de deixar nada inacabado. Confio no fato de que a literatura nacional pode sim ser prestigiada se os autores saíssem das zonas de conforto e arriscassem escrever histórias que desafiem os leitores, tanto emocional quanto intelectualmente.

Escrevo praticamente todo dia, com raras exceções, quando priorizo jogar algum clássico, especialmente Castlevania, até terminar.

Considerando que a minha profissão é a literatura, e, futuramente, o cinema, podemos dizer que é a escrita que influencia na minha futura profissão.

 

Quando decidiu publicar seu primeiro livro? Quais fatores contribuíram ou dificultaram sua estreia literária?

 É o meu sonho desde os quinze anos, quando eu estava fazendo um rascunho sobre um casal estilo Bonnie & Clyde e almas lutando num “plano astral” em paralelo, enquanto eu estava entediado nas aulas de matemática (fui reprovado naquele ano, mas valeu a pena).

Dá para dizer que a demora a publicar me ajudou, porque eu pude aperfeiçoar a escrita e a história até o momento em que foi publicada – me arrependo de três ou quatro coisas que acontecem no primeiro livro, mas nada que não possa ser trabalho nas sequências.

 

 Você se inspira em algum autor? Porque?

 Claro. J.K. Rowling, George R.R. Martin, Chuck Wendig e um pouco na Lauren Kate – admito que essa parte pesou um pouco no meu primeiro livro.

Cada um me inspirou de alguma forma. A J.K. no jeito como ela nunca subestima a inteligência do leitor e faz umas viradas inteligentes que podem não fazer sentido naquele momento, mas que farão mais para frente – pena que ninguém lembra disso na hora de criticar o trabalho dela em Animais Fantásticos… George R.R. Martin e inspirou na forma como ele nunca tem medo de expandir uma história quando é preciso, e como todo o desenvolvimento no começo se paga no final… E Chuck Wendig no jeito como ele sempre conecta as histórias e faz tudo divergir sem perder a mão como ele fez na trilogia Marcas da Guerra.

A parte da Lauren Kate… Bem… Adoro as histórias dela, me inspiraram muito na forma como vivi a minha vida amorosa naquela época (não deu certo – pelo menos a minha ex-namorada e eu mantemos uma boa amizade hoje me dia)… Mas hoje percebo que devemos dosar em como romances nos inspiram, pois atualmente romances melosos marcam muito rápido a imagem de quem escreve, e essa não é a que quero para mim, sabe.

Aah, e tenho os livros dela autografados. Guardo com todo o carinho do mundo, e espero que, um dia, eu tenha a “benção” dela para roteirizar e dirigir os filmes dos livros dela, futuramente, e ser para ela como o Mathew Vaughn é para o Mark Millar.

 

De onde surgiu a ideia para seu livro mais recente? Sobre o que ele fala?

Então, quando eu tinha vinte anos, eu estava examinando rascunhos que fiz aos quinze para o que hoje compõe a minha saga (de “almas lutando” ao casal de fugitivos), e percebi que existem inúmeras histórias de escolhidos, jornada do herói e tudo mais, mas ninguém nunca se arriscou em escrever sobre Jesus voltando e se envolvendo num grande clímax na escala de Vingadores- Ultimato, e pensei “se ninguém vai fazer, então eu vou”. E aí escrevi toda a saga a partir desse princípio, e elementos como anjos e demônios, o Anticristo, nephilins e tudo mais foram surgindo naturalmente.

Asas de Sangue- Alianças é sobre um mundo em que anjos, bruxas, demônios, lobisomens, nephilins, vampiros e caçadores existem, e então Jesus e o Anticristo voltam, fazendo todos eles terem só um ano e meio para estarem prontos para o Apocalipse, resolvendo assuntos inacabados e formando alianças de guerra (tem certa ênfase nas alianças feitas nos três primeiros livros, claro). Serão seis livros, e, bem, espero que gostem.

 

Redes sociais:

Instagram: rodrick.marsmoon

Twitter: @RodrickMarsMoon

 

Link dos livros:

https://www.submarino.com.br/produto/51884413?pfm_carac=Asas%20de%20Sangue%20Alianças&pfm_index=0&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page%20&sellerId

 

Autor(a): Waldir L. Santos

Sou engenheiro eletricista, mas meu viés técnico acaba depois das 8 horas diárias de trabalho. Aficionado por terror, participei de algumas antologias com contos nesse perfil e fui finalista do Curtos & Fantásticos. Atualmente, estou na fase final da edição do meu Livro "Flor de Sangue" e com o projeto "Terrores cotidianos" que conta - em micro contos - nossos medos diários, de uma maneira aterrorizante.

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